Por dentro do Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo

O Copom atendeu a 12 milhões de ligações apenas no ano passado. Sistema de inteligência da PM também atua no gerenciamento de crises e na gestão de grandes eventos que acontecem no Estado de São Paulo

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Imagens: Divulgação
Providenciar atendimento imediato para solicitações de emergência da população; gerenciar crises integrando os sistemas de outros órgãos públicos de segurança, infraestrutura e transportes; coordenar os maiores e mais importantes eventos públicos que acontecem em São Paulo.

Estas são algumas das atribuições do Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo, o Copom. Localizado, desde 2014, em um prédio de mais de 10 mil metros quadrados na região central da capital paulista, o Copom é o local de trabalho de mais de 800 policiais militares atualmente.

Toda a estrutura é utilizada para atender até 45.000 ligações por dia no “190”. Apenas em 2018 foram 12 milhões de ligações atendidas, responsáveis por gerar mais de seis milhões de ocorrências.

No local é feito o monitoramento visual das vias públicas por intermédio de imagens geradas por uma vasta rede de câmeras. O sistema é integrado com aeronaves, viaturas e veículos terrestres que atuam em patrulhamento ostensivo. Um vídeowall – com mais de 3 metros de altura e 20 metros de largura, composto por 95 monitores – opera de acordo com a necessidade da Polícia Militar.

História do Copom

A nova sede do Centro de Operações foi fundada em 11 de junho de 2014 e, em 13 de julho de 2016, o Copom foi estabelecido como órgão de execução subordinado à Coordenadoria de Operações da Polícia Militar, integrando também o Corpo de Bombeiros da PMESP. A história da unidade, porém, é centenária. 

Em 1910, passou a operar o Sistema de Aviso Telégrafo Policial "Gamewell Fire Alarm Telegraph", equipamento instalado na área centro da cidade de São Paulo, em pontos estratégicos da Milícia Paulista e na Central da Polícia.

Foi criado, em 1935, o Departamento de Comunicações e o Serviço de Rádio Patrulha, então subordinado à Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. No mesmo ano foi instituído o Centro de Controle Geral para o atendimento das solicitações e coordenação das comunicações.

Entre 1937 e 1965 o Centro de Controle operou em conjunto ao departamento e os seus controladores eram efetivos da Polícia Civil, Guarda Civil e Força Pública até que, em 1969, foi criado o Sistema de Telecomunicações da Secretaria da Segurança Pública (SISTEL) que, agregando os meios de comunicações da pasta, instituiu o Centro de Comunicações e Operações da Força Pública (CEFOR), cerne do futuro Copom.

Em 1970 a fusão da Guarda Civil e da Força Pública constituiu a Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP). No mesmo ano nasceu o atual Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM).  

Em 06 de dezembro de 1971 a primeira sede do Copom foi instalada no prédio do Quartel do Comando Geral (QCG). O novo centro era constituído de equipamentos modernos para a época e não tinha similares na América do Sul. Suas atividades não se atinham apenas à coordenação do rádio patrulhamento, passando a ser o órgão de assessoramento do Comando Geral.

Fonte: www.ssp.sp.gov.br / Vitor Giglio

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